sábado, 27 de abril de 2013

Tolerância


Ir.’. Antomar Marins e Silva, 33

O auto aperfeiçoamento e a conduta individual, tanto em Loja como na vida profana, não é coisa fácil. Todos nós temos falhas e defeitos.

Quando profanos, não temos impulso emolutivo para nos defender das características negativas de nosso ego.

Na Iniciação, simbolicamente morremos para a vida profana e ao vermos a Luz, começamos nova vida. Tomamos, portanto, o compromisso perante o Grande Arquiteto do Universo de nos superarmos. Isto é, sem dúvida, muito fácil de ser dito.

Ser Maçom é muito mais que conhecermos simbolismo, toques e palavras de passe.  Ser Maçom é exatamente trocar o interior de nossas carcaças, é mudarmos o estado de espírito, mudarmos de mentalidade, e mudarmos por educação, auto educação, nosso modo de encarar a vida.

Temos que ser ecléticos; temos que nos imbuir do espírito ecumênico de nossa filosofia, temos que agir, praticar no mundo profano e dentro do Templo, baseando-nos em nossos Sagrados Postulados.

Surge, então, a necessidade de sermos tolerantes. Mas tolerantes com que?

Dentro do espírito de Liberdade de Pensamento o que significa tolerar? Será apenas respeitar a opinião de outrem?

Para exercer a Liberdade de Pensamento é preciso, como premissa básica, reconhecer o direito de outros terem idéias e pensamentos divergentes dos nossos. Não podemos nos radicalizar e emperrar nossa atitude de sermos os senhores absolutos da verdade. Se agirmos assim, egoisticamente, não querendo ouvir o pensamento alheio por discordarmos dele, estamos demonstrando uma atitude primária, estamos sendo derrotados por nossas paixões.

Na verdade, quando ouvimos uma opinião contrária a nossa, e a ouvimos atentamente, duas coisas podem acontecer: ou nos certificamos ainda mais que nossa opinião está certa, ou verificamos que nossas premissas estão total ou parcialmente erradas, portanto, sujeitas a uma reavaliação.

É difícil termos a superioridade de ouvirmos atentamente quem fala e de quem discordamos.

Mais difícil ainda é termos a superioridade psíquica de verificarmos que estamos errados e modificarmos nossa opinião ou atitude tendo, ainda, um movimento de gratidão por termos sido elucidados ou esclarecidos.

No meu fraco entender, este é o primeiro degrau da Escada de Jacó que nos propomos a subir dentro de nossa Ordem, para nosso aperfeiçoamento.

SILVA 33, Antomar Marins e – Autor dos livros “A Expressão dos Símbolos Maçônicos” e “Universalismo e Liberdade de Pensamento”. Grande Benemérito do Sublime Capítulo e Augusta e da Benemérita Loja Cruzeiro do Sul, Região do Estado do Rio de Janeiro, RJ Atualmente é Secretário da ARLS Antônio Ignácio da Costa (GOB) e Aterzata do Sublime Capítulo Rosa-Cruz Octacílio Camará e 2º Vigilante da Augusta Loja de Perfeição Otacílio Camará, no mesma Vale de Guaratiba.
http://capitulootaciliocamara.webnode.com/

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O grau da Marca


Por Wagner Veneziani Costa


Conhecida também   como o  Grau  da  Amizade.  A  Sessão é   dividida   em   duas   partes: O candidato passa pelo cerimonial  onde  é  reconhecido como  Homem  da  Marca  e  posteriormente  é  Avançado como Mestre Maçom da Marca. O Grau da Marca era um complemento do grau de companheiro. Nessa ocasião era costume, um companheiro de pedreiro, escolher uma marca que  fosse  diferente  de  todas  usadas  por  quaisquer  outro naquela Loja. A Lenda do grau é singularmente instrutiva e bem fundamentada nas declarações das Sagradas Escrituras. Seu maior ensinamento é que “a educação é o prêmio do trabalho que contém uma mensagem dramática - de que a fraude nunca poderá ser bem-sucedida.”

A sua estrutura e qualificação é assim:

Venerável Mestre; Primeiro Vigilante; Segundo Vigilante; Mestre Supervisor; Primeiro Supervisor; Segundo Supervisor; Capelão; Tesoureiro; Fiel de Registro; Secretário; Diretor de Cerimônias; Primeiro Diácono; Segundo Diácono; Guarda Interno e Guarda Externo.

Há evidências da existência do Grau da Marca na Escócia em 1599, mas, conforme os antigos registros ingleses, a Maçonaria da Marca foi introduzida em 1º de setembro de 1769, no Royal Arch Chapter nº 257, em Portsmouth, quando Thomas Dunckerley avançou certos Irmãos como Homens e Mestres da Marca, com cada um escolhendo sua própria marca.

Esse Grau foi trabalhado em muitas Lojas simbólicas, inclusive sob a autoridade da Antiga Grande Loja de York, mas, com o evento da União entre os Antigos e os Modernos em 1813, o Grau da Marca foi excluído completamente, com o reconhecimento somente dos três Graus simbólicos, incluindo-se o Santo Arco Real.

Porém, muitas Lojas continuaram a trabalhar esse Grau na Inglaterra, e vários Irmãos de Londres obtiveram uma Carta Constitutiva do Bon Accord Chapter de Aberdeen autorizando-os a conferir o Grau da Marca.

Isso criava consideráveis dificuldades administrativas para as Lojas da Marca em Londres, já que as autoridades soberanas estavam na Escócia; e para legitimar a sua causa, muitos dos antigos maçons da Marca que estavam preocupados com o problema formaram a sua própria Grande Loja em junho de 1856, indicando o lorde Leigh como o seu primeiro Grão-Mestre.

Sucedeu-se um período de desconforto e desarmonia, mas felizmente, em torno de 1860, um “acordo” foi realizado, estabelecendo um cerimonial comum entre a Grande Loja da Marca Inglesa e o Grande Capítulo da Escócia; e vagarosamente esse Grau cresceu em popularidade, tornando-se, com o Arco Real, um dos mais bem-sucedidos e defendidos Graus na Maçonaria. Atualmente existem mais de 1,5 mil Lojas da Marca sob a Constituição inglesa, como também seis Grandes Lojas “filhas”, derivadas, sendo interessante notar que um grande número de Irmãos que alcançaram proeminência na Maçonaria Simbólica não foram menos proeminentes na Marca.

Por Wagner Veneziani Costa
http://oeditor.osupremo.com.br/

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A ORDEM MAÇÔNICA DE ATHELSTAN


Seu ritual foi baseado na pesquisa de muitos documentos históricos antigos, e na descoberta de antigos rituais da Ordem. Eventualmente, um projeto do ritual foi produzido baseado na vida e simbolismo do rei Athelstan, o neto do rei Alfred, e o primeiro rei de Inglaterra a ser referido como "O rei de todos os Inglêses". A Grande Corte da Ordem de Athelstan havia sido concebida, se ainda não propriamente nascida.

Enquanto o grupo explorava a ideia de criar esta Ordem, foi estimulada a imaginação de maçons tanto antigos quanto novos. Eventualmente ocorreu uma ampliação, na medida em que um boato rapidamente cresceu como "boca a boca" e agora havia se tornado um veículo para muitos maçons eruditos e de ideias e afins se unirem e compartilharem a sua bagagem individual.

Então, o que é a Ordem de Athelstan? A Ordem tornou-se muitas coisas diferentes para muitas pessoas diferentes. Para muitos, ela é histórica e educacional, para outros é rica em simbolismo e um veículo para manter viva uma grande quantia de velhos rituais, para outros é um ambiente onde bons amigos se encontram para compartilhar conhecimento, ideias, a amizade e boa companhia.

No lado prático, é o que gostamos de chamar de um grau "funcional", em outras palavras, ela tem o objetivo de acomodar estilos de vida modernos das pessoas envolvidas, com um baixo custo.

Ela é uma Ordem Maçônica, e, portanto, os candidatos devem membros Regulares da Ordem, bem como serem Companheiros de um Capítulo do Arco Real, em relacionamento pleno com com a Grande Loja Unida da Inglaterra (estes são os requisitos de qualificação). Se um potencial candidato detém essas qualificações necessárias, ele pode ser convidado a nosso Comitê Festivo e ele será muito bem recebido por todos. A intenção é permitir que os irmãos participem do jantar, depois da reunião, como uma forma de apresentá-los à Ordem, sem revelar por ora o ritual e funcionamento da Ordem.

Normalmente, são encorajadas um máximo de três reuniões por ano, duas de trabalho e uma terceira de instalação. Nessa reunião, o cerimonial é de cerca de 40 minutos no total, permitindo uma preleção ou palestra de 20 minutos. Isto é incentivado por meio de um Certificado Anual Provincial e uma apresentação à Grande Corte para o melhor dos melhores trabalhos. Um certo número de outros incentivos foram e continuarão sendo apresentados, como um meio de manter os irmãos interessados.

Ela é como outras cerimônias maçônicas que usam lenda e alegoria para contar uma história e retratar boa conduta ética e comportamento. Na Ordem usamos a lenda da Assembléia de Althelstan em York de 926 como a molduta e ambiente para o nosso trabalho. Nosso objetivo é reavivar a Corte de 926, que foi realizada em York para educar e elevar a qualidade de alvenaria na Inglaterra do século 10 e, ao fazer isso, explorar o desenvolvimento da Ordem ao longo dos séculos, a fim de estimular novos estudos e pesquisas. Como tal, as nossas reuniões são realizadas em uma “Corte’ e nossos candidatos são "Instruídos" como admissão na Ordem.

A Ordem Maçônica de Athelstan retrata a história de um Mestre Maçom chamado a York em 926 para receber as “Old Charges”. Ela segue através de uma série de rituais maravilhosos para explicar muito do Simbolismo antigo que ainda vemos em algumas lojas muito antigas, e culmina com um discurso histórico nos levando através do desenvolvimento das várias Grande Lojas, termina em 1813 com a formação da Grande Loja Unida da Inglaterra.

Seu Ritual é original... No nível mais básico, é simples, por conta da comunhão que advém de sermos também da Ordem e Maçons do Arco Real, e particularmente este último. Nós estamos bem cientes que o ritual o Arco Real enfatiza a “centralidade do Ser Supremo, no qual todos os maçons têm professado sua crença, em cada aspecto da vida do homem, sem transgredir o terreno já reservado para a Religião”. Importantemente, ele “leva seus membros a refletirem sobre a existência de Deus, e seu relacionamento para com Ele, independentemente de pertencer a algum sistema de crença religiosa em particular”. Assim, um tal fator unificador já existe, e se torna o pano de fundo para o Ritual da Ordem de Athelstan, bem como sua característica geral.

O conselho privativo de um Eminente Prior lida com a antiga cerimônia da passagem dos véus, e a explicação cabalística dos quatro estandartes do Arco Real. O conselho privativo de um Venerável Mestre ou Grão-Mestre de Maçons Especulativos é baseado na traição de Athelstan pelo príncipe Edwin e o Vigésimo Grau do Rito Antigo e Aceito.

A Ordem do Manto Escarlate é um apêndice à Ordem Maçônica de Athelstan e tem seus próprios Estatutos. Ela foi criada desde o início como uma Ordem em separado voltada à agraciar membros destacados por serviços meritórios que já pertençam à Ordem de Athelstan.

Cavaleiros são instalados ou promovidos em uma cerimônia comemorativa da armadura do próprio Athelstan pelo rei Alfred, o Grande, em torno do ano 898 (a primeira armadura registrada de um cavaleiro na Inglaterra). É dito que Athelstan, ao ser nomeado cavaleiro, lhe teve dado um "manto escarlate e uma espada com um punho de ouro e um manto escarlate adornado com jóias”. Membros envergam as iniciais de Cavaleiro do Manto Escarlate (CMS), Cavaleiro Comandante do Manto Escarlate (CCMS) ou Grã-Cruz do Manto Escarlate (GCMS) após o seu nome e, naturalmente, só podem usar esta distinção no contexto da Ordem Maçônica de Athelstan.

A Ordem é administrada por um Grande Sumo-Chanceler após a sua nomeação pelo Venerabilíssimo Grão-Mestre. Um pequeno número de Grande-Chanceleres são também designados para auxiliar o Grande Sumo-Chanceler. Armaduras ocorrem normalmente no dia da a Assembleia Anual da Ordem Maçônica de Athelstan, sempre precedendo-a, em Outubro/Novembro.

Muito em breve a ordem estará sendo fundada aqui em nosso Pais... E formaremos 4 cortes. Uma em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e em Brasília. As demais que já estamos providenciando serão fundadas por essas quatro.

Fraternalmente,
Wagner Veneziani Costa
http://oeditor.osupremo.com.br/