segunda-feira, 23 de maio de 2016

SHAKESPEARE FOI MAÇOM? - Artigo n° 275 - Barbosa Nunes

Encontrei em pesquisa, entre nomes famosos e históricos o nome de William Shakespeare, constando ter sido maçom. O ilustre escritor e pesquisador, com diversas obras produzidas, irmão Kennyo Ismail, em sua página "No Esquadro", aborda o assunto com o registro que transcrevo:
"Todos sabem que William Shakespeare é, sem sombra de dúvidas, o maior dramaturgo da história. Mas o que talvez poucos imaginem é que, entre tantos assuntos abordados por Shakespeare em suas inúmeras obras, um deles é a Maçonaria.
A Sublime Ordem pode ser encontrada de forma discreta em várias das obras de Shakespeare. Entre elas, podemos destacar as seguintes passagens: Obra: "Coriolanus": "Belo trabalho o vosso e o desses homens de avental, que importância dais tanto aos votos dos artífices...". Obra: "Ricardo III": "Podes, Ricardo, quando eu próprio o souber, porque juro que não sei ainda, mas, pelo que ouvi, ele crê em profecias e em sonhos, e do alfabeto escolhe a letra "G".
Por conta dessas e outras tantas passagens relacionadas ao Antigo Ofício, alguns Irmãos querem crer que Shakespeare era um maçom. E há ainda alguns desejosos de que Shakespeare seja o pai da Maçonaria Especulativa. É importante ressaltar que não há qualquer prova ou mesmo o menor indício de que Shakespeare teria sido iniciado nos Augustos Mistérios da Maçonaria.
Porém, a presença da Maçonaria nas obras de Shakespeare não deixa de ser importante, pois acusa a relevância social que a Maçonaria, no auge de sua transformação Operativa-Especulativa, experimentava entre o final do Século XVI e o início do século XVII, na velha Inglaterra. O prestígio da Maçonaria já era tal naquela época, unindo pedreiros, intelectuais, burgueses e nobres, todos como Irmãos, que talvez o próprio Shakespeare tenha se perguntado: "Ser ou não ser maçom? Eis a questão!" 
Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram vivas até os dias de hoje, onde são retratadas frequentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura. Nasceu em 23 de abril de 1564, em Stratford-Avon e faleceu em 16 de abril de 1616, com apenas 52 anos de idade.
Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.
Principais obras entre outras, "Romeu e Julieta", "O Rei Lear", "Otelo e Hamlet", "Macbeth", "O Mercador de Veneza", "Sonho de uma noite de verão", "Megera Domada" e "Dramas Históricos".
A famosa frase "Ser ou não ser, eis a questão" (no original em inglês: To be or not to be, that is the question) vem da peça "A tragédia de Hamlet", príncipe da Dinamarca. Encontra-se no Ato III, Cena I e é frequentemente usada como um fundo filosófico profundo. Sem dúvida alguma, é uma das mais famosas frases da literatura mundial.
Para meditação, reflexão contínua, sugiro que os amigos de todos os sábados leiam e releiam, e aos irmãos maçons, um texto magnífico para interpretação nas Lojas, nos seus Tempos de Estudos, intitulado "Um dia você aprende...".
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança ou proximidade. E começa aprender que beijos não são contratos, tampouco promessas de amor eterno. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto - e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol pode queimar se ficarmos expostos a ele durante muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe: algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre disposto a pedoá-la.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la; e que você, em um instante, pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de fato, os bons e verdadeiros amigos foram a nossa própria família que nos permitiu conhecer. Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos; aprende que as circunstâncias e os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto. Aprende que não importa até o ponto onde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo - mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.
Aprende que: ou você controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles acabarão por controlá-lo; e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil seja uma situação, sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.
Aprende que heróis são pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências de seus atos. Aprende que paciência requer muita persistência e prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a levantar-se. (...) Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante você mesmo seu jardim e decore sua alma - ao invés de esperar eternamente que alguém lhe traga flores. E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que realmente é forte e que pode ir muito mais longe - mesmo após ter pensado não ser capaz. E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e inquestionável valor perante a vida".
Esta mensagem escrita ha mais de 400 anos, serve de alento para nosso dia a dia, contribuindo para superar as dificuldades deste mundo violento.

Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, membro da AGI, delegado de polícia aposentado, professor e maçom do Grande Oriente do Brasil - barbosanunes@terra.com.br.

Fonte: http://www.gob.org.br/index.php?c=5561

segunda-feira, 16 de maio de 2016

PORTA DE SAÍDA PARA OS CORRUPTOS - Artigo n° 273 - Barbosa Nunes



Sempre reabasteço-me espiritualmente nas fontes da sabedoria de pensadores, homens de fé e símbolos de uma vida mais equilibrada, honrada e pacífica. Uma dessas fontes é o papa Francisco.

Veja bem o que ele falou, com certeza recebendo a total discordância dos corruptos, embora indicando uma saída para eles: "Há uma porta de saída para os corruptos, para os corruptos políticos, para os empresários corruptos e para os corruptos da igreja: pedir perdão! Isso agrada ao Senhor. O Senhor perdoa quando os corrompidos fazem o que fez Zaqueu: "Eu roubei, Senhor! Darei quatro vezes aquilo que roubei."

Oh meu Deus! Se estes corruptos, enganadores do povo brasileiro, assim fizessem e ao pedir perdão devolvessem apenas o que roubaram, a situação da saude, educação, segurança pública e outras necessidades vitais, estariam solucionadas. Este papa cresceu e cresce mais como símbolo de um novo caminho, porque fala a verdade, pois quanto aos corruptos, não eliminou os corruptos da igreja, que estão se locupletando da boa fé de muitos que acreditam nos milagres ofertados pelos serviços de som, programas televisivos e púlpitos e altares de Igrejas.

Um homem sábio que incentiva e nos fornece o reforço para enfrentar esta vida material e difícil, quando humildemente diz: "Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens. Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti. Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo. Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer. Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente. Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade. Com as coisas que vão nos acontecendo vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas siga adiante".

Em homilia maravilhosa, para ler e reler várias vezes, afirmou:

"Você pode ter defeitos, ser ansioso, e viver alguma vez irritado, mas não esqueça que a sua vida é a maior empresa do mundo. Só você pode impedir que vá em declínio. Muitos lhe apreciam, lhe admiram e o amam. Gostaria que lembrasse que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, uma estrada sem acidentes, trabalho sem cansaço, relações sem decepções.

Ser feliz é achar a força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor na discórdia. Ser feliz não é só apreciar o sorriso, mas também refletir sobre a tristeza. Não é só celebrar os sucessos, mas aprender lições dos fracassos. Não é só sentir-se feliz com os aplausos, mas ser feliz no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões, períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista para aqueles que conseguem viajar para dentro de si mesmo. Ser feliz é parar de sentir-se vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas conseguir achar um oásis no fundo da nossa alma. É agradecer a Deus por cada manhã, pelo milagre da vida.

Ser feliz, não é ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si. É ter coragem de ouvir um "não". É sentir-se seguro ao receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, mimar os pais, viver momentos poéticos com os amigos, mesmo quando nos magoam.

Ser feliz é deixar viver a criatura que vive em cada um de nós, livre, alegre e simples. É ter maturidade para poder dizer: "errei". É ter a coragem de dizer: "perdão". É ter a sensibilidade para dizer: "eu preciso de você". É ter a capacidade de dizer: "te amo".

Que a tua vida se torne um jardim de oportunidades para ser feliz... Que nas suas primaveras seja amante da alegria. Que nos seus invernos seja amante da sabedoria.

E que quando errar, recomece tudo do início. Pois somente assim será apaixonado pela vida. Descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Utilizar as perdas para treinar a paciência. Usar os erros para esculpir a serenidade. Utilizar a dor para lapidar o prazer. Utilizar os obstáculos para abrir janelas de inteligência.

Nunca desista... Nunca renuncie às pessoas que lhes ama. Nunca renuncie à felicidade, pois a vida é um espetáculo incrível".

Estes homens do poder público e político, lá colocados pelo nosso voto, é bom que se diga, para clarear a consciência política de muitos, não devem ler um papa Francisco, especialmente, quando ele identifica no catálogo de doenças, 15 por ele citadas, quando descreve a primeira doença:

"A doença de se sentir imortal ou indispensável acomete os que se sentem "superiores a todos", e não "a serviço de todos". O papa recomendou uma visita a um cemitério para vermos os nomes de tantas pessoas que "talvez acreditassem que eram imortais, imunes ou indispensáveis". Sugiro a todos que leiam e meditem sobre as 15 doenças apontadas pelo papa, concluindo este artigo com a de número 15.

"A doença do prazer mundano e do exibicionismo. Quando o apóstolo transforma seu serviço em poder para obter mais proveitos mundanos e acumular ainda mais poder. São pessoas capazes de caluniar, difamar e desacreditar os demais para se exibirem e se mostrarem mais capazes do que os demais".

Meus agradecimentos a todos que nos distinguem com suas qualificadas leituras em todas as semanas, especialmente aos maçons, cunhadas e sobrinhos do Grande Oriente do Brasil, instituição a que pertenço e que muito me honro em ser o seu Grão-Mestre Geral Adjunto, percorrendo este Brasil para em contato com a base, que são as Lojas Maçônicas, absorver suas necessidades e angustias, para defendê-las em qualquer missão que me for confiada.


Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, membro da AGI, delegado de polícia aposentado, professor e maçom do Grande Oriente do Brasil - barbosanunes@terra.com.br.

Fonte:http://www.gob.org.br/index.php?c=5555

sábado, 14 de maio de 2016

MAÇONS - QUE GENTE É ESSA?

Que gente é essa? É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória.
É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do ocaso.
Tem os dois pés no chão da realidade.
É gente que ri, chora se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.
É gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais, admira paisagens, escuta o som dos ventos.
É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si.
É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.
Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.
É gente muito estranha os Maçons.
Gente de coração desarmado, sem ódio, sem preconceitos baratos ou picuinhas.
Gente que fala com plantas e bichos, dança na chuva e alegra-se com o sol.
Eh! Gente estranha esses Maçons.
Falam de amor com os olhos iluminados como par de luas cheia.
Gente que erra e reconhece. Gente que ao cair, se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam. Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos. Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão. Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independentes das agruras do caminho.
Essa gente vê o passado como referencial, o presente como luz e o futuro como meta.
São estranhos os Maçons!
Cultuam e estudam as Sagradas Tradições como formas de perpetuar as leis que regem o Universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar. São fortes e valentes, e ao mesmo tempo humildes e serenos.
Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados de sabedoria, o fazem com panelas e artefatos.
São aventureiros e ao mesmo tempo criam raízes, inventam o que precisa ser inventado. Criam raízes, inventam suas próprias histórias.
Falam de generosidade em exercício constante.
Ajudam os necessitados com sigilo e discrição.
Conduzem a prática desinteressada e oculta da caridade e do amor ao próximo.
Interessante essa gente, esses Maçons.
Obrigam-se nas tarefas, de estudar a Arte Real, de evoluir, de amar e dividir.
Partilham da mesa do rei e de um amigo montanhês com mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria que iluminava a face de seus ancestrais.
Degustam um pão artesanal, com a mesma satisfação que o fazem em um banquete cinco estrelas.
Amam em esteiras e em grandes suítes, desde que estejam felizes, pois ser feliz e levar felicidade são sempre a única condição dessa gente estranha.
É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente, pelo homem miserável, pela falta de respeito humano.
É gente que fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios, e sempre conseguem.
Agradecem pelas oportunidades que a vida lhes dá. Aliás, essa gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que tratam como experiência.
Reúnem-se em Escolas Iniciáticas que chamam de Lojas, para mutuamente se bastarem, se protegerem, se resguardarem, para resgatar valores, e estudar muito.
Interessantes são os Maçons.
Mas interessante mesmo é a fé que os mantêm vivificados ao longo de séculos.
Abençoada essa estranha gente.
É dessa estranha gente, que o Supremo Arquiteto do Universo precisa para o terceiro milênio.
É a essa estranha gente, de que sou parte, que desejo DE TODO MEU
CORAÇÃO, as mais ardorosas congratulações.

(Autor desconhecido)
Via Comunicação ECMAB

terça-feira, 3 de maio de 2016

DE JOÃO PESSOA À CATOLÉ DO ROCHA - ALTO SERTÃO PARAIBANO - Artigo n° 272 - Barbosa Nunes


Parafraseando Luiz Gonzaga: "Minha vida é andar por este país... Guardando as recordações, das terras onde passei, andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei". Nada mais que uma vida de viajante por uma missão maçônica. O faço me enriquecendo espiritualmente nas idas e vindas.

Foi o que aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de abril, quando conduzido por um grupo de maçons liderado pelo Grão-Mestre Estadual do Grande Oriente do Brasil - Paraíba, Geraldo Alves dos Santos, parti de João Pessoa para chegar a Catolé do Rocha, Alto Sertão Paraibano.
Antes passando por Campina Grande, Santa Luzia, Caicó, Patos e Pombal. No retorno por Brejo do Cruz, cidade marcada pela confecção artesanal, sobretudo de redes nordestinas.

Em João Pessoa, onde o sol chega primeiro e romântica com "Bolero de Ravel", estive em sessão e homenageado na Loja "Padre Azevedo". Padre Azevedo ficou conhecido por criar uma máquina de escrever a mão com o auxílio de apenas lixa e canivete. Só que a máquina não teve reconhecimento e o padre, com o passar dos anos, ficou esquecido no tempo. Existem suspeitas que o padre foi sabotado por um amigo estrangeiro, que roubou os seus projetos. Outras fontes garantem que o modelo da máquina de escrever brasileira foi transferida para os Estados Unidos ou Inglaterra por um estrangeiro, mas com autorização do padre Azevedo.
Segundo o biógrafo Ataliba Nogueira, o padre foi enganado e seus desenhos roubados. Tudo isso feito por um agente de negócios que o convenceu a não continuar o projeto da máquina e desistir de tudo. O padre aceitou essa ideia. O agente de negócios então roubou tudo sobre a máquina e entregou nas mãos do tipógrafo estadunidense Christopher Latham Sholes (1819 - 1890), que aperfeiçoou a máquina e a apresentou a todos como sendo seu o projeto, vindo a ser reconhecido como o inventor da máquina de datilografia.
Francisco João de Azevedo, o inventor da máquina de escrever, é hoje nome de rua, de uma Loja Maçônica, onde com muita honra estive e de uma escola de datilografia em João Pessoa, a cidade onde nasceu. No Recife, onde viveu a maior parte de sua vida e se ordenou padre, não há referências ao inventor nos museus do estado.

Fui levado pelo Grão-Mestre Geraldo Alves dos Santos, Grão-Mestre Honorário Aderaldo Pereira de Oliveira e maçons Eduardo Faustino, Guilherme Travassos Sarinho, Juvenal Da Roz, Gilvandro Ramos dos Santos, Antônio Mário, José Humberto de Souza, Almir Laureano, deputado estadual Lula, Davi Reis e pela presidente da Fraternidade Feminina Estadual, Miriam Castro dos Santos.
Em Santa Luzia visitamos a Loja "Vale do Sabugi", com um dos mais belos templos do Brasil, presidida pelo Venerável José Ivaldo de Morais, conhecidíssimo por "Galego". Muito emocionado, revi a Carta Constitutiva da Loja, por mim assinada, quando do exercício do Grão-Mestrado Geral.

Percorrendo os 480 quilômetros entre João Pessoa e Catolé do Rocha, vivi momentos extremamente felizes, descontraídos, com avaliações e análises de assuntos maçônicos, sempre com a boa palavra de Miriam Castro dos Santos e as intervenções inteligentes, curiosas, mas verdadeiras, de Davi Reis, por mim cognominado "Super Davi", pois está, segundo ele, 25 horas por dia, disponível para os maçons da Paraíba e do Brasil.

Catolé é uma palmeira nativa de abundância em outros tempos na região e Rocha, uma homenagem ao seu fundador que tinha este sobrenome. A história registra a presença de habitantes e fazendas de gado desde 1700 e as primeiras edificações iniciadas em 1774, pelo Tenente Coronel Francisco da Rocha Oliveira e sua esposa, Dona Brásida Maria da Silva.
Sua padroeira é Nossa Senhora dos Remédios. É muito hospitaleira, com aproximadamente 30 mil habitantes, uma das mais importantes do sertão paraibano. Chico César, uma dos filhos reconhecido na música popular nacional, canta a sua terra no seu hino:
"Volto a ti como um pródigo sem teto. Procurando o teu afeto. Oh meu Deus, quanto sofri, quando bem longe eu pensava em voltar olhando o céu azul, eu me punha a soluçar."

Em Catolé do Rocha na Loja "União Catoleense", presidida pelo Venerável Francisco de Lima, seis novos integrantes foram recebidos, Fábio de Oliveira, Josinaldo Trajano, Cristóvão Jaques, Evandro Osório de Lima, Francisco Dantas Veras Neto e Joaquim Daniel Junior. Solenidade altamente prestigiada por mais de 100 maçons da região, concluída socialmente em um evento referencial com jantar e homenagens às mulheres da maçonaria catoleense.

Concluo este artigo enviando aos paraibanos que estão conosco aqui todos os sábados, reconhecimento a um povo destemido, corajoso, uma terra cravada na história do Brasil por acontecimentos decisivos e a uma prática maçônica do Grande Oriente Estadual - GOB Paraíba, liderada pelo Grão-Mestre Geraldo Alves dos Santos, querido e admirado pela família maçônica daquele estado, pelo seu equilíbrio, mansidão e seguro no seu caminhar na Ordem Maçônica.

Para mim, mais uma vez gratificante, agora indo a ponto longínquo no Alto Sertão Paraibano, que é Catolé do Rocha, povo acolhedor e cidade agradável, que me proporcionou momentos inesquecíveis, por isto me defini no Grande Oriente do Brasil, "minha vida é andar por este país, guardando as recordações, das terras onde passei, andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei".

Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, membro da AGI, delegado de polícia aposentado, professor e maçom do Grande Oriente do Brasil - barbosanunes@terra.com.br