segunda-feira, 18 de julho de 2016

A HISTÓRIA DO ACRE E DA MAÇONARIA ACREANA – OSMIR D’ALBUQUERQUE LIMA FILHO Artigo 283, com publicação em 16.07.2016

O estado do Acre, localizado na Região Norte onde estive nos dias 3 e 4 de junho em missão maçônica, participando do Programa IRMANAR, da Assembleia Federal do Grande Oriente do Brasil, presidida por Múcio Bonifácio Guimarães, faz fronteira com a Bolívia e o Peru . Na minha curta permanência senti a vibração de um povo maçônico que tem na liderança o Grão-Mestre Estadual José Rodrigues Teles. Tive a oportunidade de ouvir na abertura do evento, um vibrante orador, com um texto de alto conteúdo histórico alvo de aplausos intensos.

Osmir D’Albuquerque Lima Filho, iniciado em 1968 na Loja Fraternidade Acreana. Maçom culto, de boa conversa e com uma história de vida permanente em defesa do Acre, o que ele muito demonstrou quando representante do seu povo no parlamento brasileiro, em exercício como deputado federal. Foi um dos que assinaram a Constituição de 1988, junto com Ulysses Guimarães.

Registro aqui em sua homenagem a aos maçons do GOB-Acre, trechos do seu discurso, com interpretação teatral, que a todos os presentes emocionou. 

“Inicialmente agradecemos a presença tão honrada de nossos líderes do Grande Oriente do Brasil em nossa terra.

Vamos começar mostrando o Acre que pouca gente conhece. Esta é uma terra de bravos, pois pertence à Federação brasileira por opção de sua gente que se rebelou contra a orientação do poder central brasileiro e conquistou pelas armas sua independência em relação à Bolívia.

Nós fomos um país independente por duas vezes: a primeira vez com a “República de Galvez”, em 14 de julho de 1899, cuja lembrança é a bandeira que nos serve de símbolo, mas de efêmera duração, dissolvida em 15 de março de 1900, por intervenção militar brasileira, que devolveu o território à Bolívia; e a segunda vez com o “Estado Independente do Acre”, fundado em 27 de janeiro de 1903, que teve seu término com a incorporação ao Brasil através do Tratado de Petrópolis, firmado em 17 de novembro de 1903, pelo Brasil e a Bolívia”.

Na sequência do seu pronunciamento, enfatizou que: “Naquela época a enorme quantidade de borracha produzida pelo Estado insurreto teria como contrapartida a imensa arrecadação de impostos, fator sobremodo determinante do interesse brasileiro pela região.

Quando incorporado o território passou a ser a terceira economia da federação brasileira, pagando em pouco tempo, com a renda da seringa, a pesada indenização de dois milhões de libras esterlinas exigidas pela república boliviana.

Por conseguinte, vê-se que o Estado do Acre não deve ao Brasil sua independência, conquistada por mérito de seu povo, seja pelas armas, seja pela indenização paga com o esforço do látex”.

Sobre a maçonaria na história do Acre afirmou que: “por isso é que começaram os primeiros movimentos autonomistas, e com eles, a própria história da Maçonaria Acreana. Maçons vindo de diversos lugares, atraídos pela riqueza da borracha, mas cultos e formadores de opinião, abraçaram a causa acreana em encontros que antecedem a fundação da primeira loja em nosso território.

E foi precisamente no município acreano de Xapuri, berço histórico de nossas lutas libertárias, que foi fundada a primeira loja maçônica, denominada “União Acreana”, em 02 de junho de 1904, dentro de uma lancha, talvez um fato inédito na história da maçonaria no Brasil. Depois foram fundadas as lojas “Igualdade Acreana”, em Rio Branco, em 1906; “Fraternidade Acreana”, em 1907, em Cruzeiro do Sul; “Libertadora Acreana”, em Tarauacá, em 1913; “Fraternidade Trabalho”, em Sena Madureira, em 1923; e “Tereza Cristina”, em Brasiléia, também em 1923, todas jurisdicionadas ao Grande Oriente do Brasil”.

Com a crise de 1927: “das seis antigas lojas a única que continuou pertencendo ao GOB foi a “Fraternidade Acreana”, por isso denominada de “A Fidelíssima” pelo GOB, e que hoje conta com 108 anos de existência, fundada em 19 de dezembro de 1907. É minha loja-mãe, e tenho a honra de representá-la na Soberana Assembleia Federal Legislativa Maçônica”.

“Esta centenária loja participou ativamente da história acreana, assim como as cinco antigas lojas que pertenceram ao GOB. A “Fraternidade Acreana”, através de seus líderes, deflagrou o primeiro grande movimento autonomista do Acre, em 1910, cuja aspiração maior era transformar o departamento do alto Juruá em Estado membro da Federação Brasileira. Um grande sonho dos juruaenses. E foi dentro do templo da “Fraternidade Acreana” que o Venerável Mestre João Craveiro Costa, professor e escritor, com apoio de outros membros, redigiu o “manifesto autonomista”, que contou com mais de oito mil assinaturas, encaminhado ao presidente da República, num protesto formal pelo abandono em que se encontrava a região”.

No decorrer de toda a nossa história vários protestos e movimentos libertários foram feitos, sempre com a presença ou por iniciativas de verdadeiros maçons. O último deles, o movimento autonomista que transformou o Acre em Estado membro da federação brasileira, no ano de 1962, do qual, por registro oficial, sou o único remanescente. Teve, também, a participação decisiva de vários maçons acreanos, todos do GOB, única potência maçônica existente em nosso Estado à época. 

No momento, o projeto maior que está sendo conduzido pelo Grão-Mestre José Rodrigues Teles, com o apoio de todos os nossos filiados, é a construção de nosso Palácio Maçônico.

Para concluir, veneráveis irmãos, faço uma exortação a todos os membros vinculados ao Grande Oriente do Estado do Acre, na qualidade de maçom mais antigo em atividade no nosso Oriente, usando uma frase de Albert Camus: “Não caminhe na minha frente, eu não posso seguir. Não caminhe atrás de mim, eu não posso conduzir, apenas caminhe ao meu lado e seja meu amigo” e meu irmão. 

Osmir D’Albuquerque Lima Filho, um dos grandes oradores que ouvi.

Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, membro da AGI, delegado de polícia aposentado, professor e maçom do Grande Oriente do Brasil - barbosanunes@terra.com.br

segunda-feira, 11 de julho de 2016

PÍLULAS MAÇÔNICAS – ALFÉRIO DE GIAIMO NETO Artigo 282, de Barbosa Nunes, publicado em 09.07.2016

Recebi autografado pelo autor, Alfério de Giaimo Neto, quando de palestra na capital paulista em 28 de abril de 2015, o livro de sua autoria intitulado “200 Pílulas Maçônicas”. 


É um maçom integrante da Loja “Jacques DeMolay”, de São Paulo, com uma atuação constante e pesquisadora. Membro da Academia Maçônica de Ciências e Letras, fundada pelo renomado escritor José Castellani. Articulista da revista Universo Maçônico. Já foi condecorado pela Câmara Municipal de Taubaté, pela Ordem dos Cavaleiros da Concórdia e recebeu a Comenda do Mérito Cívico e Cultural, oficializada pelo Ministério da Educação e Cultura. Profissionalmente é Engenheiro Metalurgista e Consultor Internacional em Metalurgia. Recentemente foi designado e empossado pelo Grão-Mestre Geral Marcos José da Silva, no cargo de Secretário Adjunto de Relações Exteriores do Grande Oriente do Brasil.

Para publicação de suas obras, esta a terceira, recebeu apoio e patrocínio dos maçons Egisto Rigoli, Júlio Takano, Osvaldo Zago e Lojas “Jacques DeMolay”, “L’Áquila Romana” e “Cavaleiros do Ocidente”. Seu objetivo é através de pesquisas em livros e enciclopédias, proporcionar em pílulas resumidas, a possibilidade de uma leitura fácil, de clara de percepção, de escritores como José Castellani, Nicola Aslan, Theobaldo Varolli Filho, Kurt Prober, Raimundo Rodrigues, Jules Boucher, Alec Mellor, Albert Galatin Mackey, Bernard Jones, Henry Wilson Coil e outros.

Trata-se de uma obra significativa para as Lojas Maçônicas e estudiosos da Arte Real. Os interessados em adquirir esta publicação, podem entrar em contato com alferiodegiaimo@yahoo.com.br

Na pílula número 49, está a pesquisa “Simbolismo da Luz na Maçonaria”.
“Já comentamos sobre Simbolismo e sobre alguns Símbolos pertencentes à Maçonaria. Vamos agora comentar sobre o termo simbólico “LUZ”, que foi traduzido e adaptado da “Masonic Holy Bible” dos EUA, Wichita, Kansas.


“LUZ é de longe o mais importante e misterioso termo na Maçonaria, que é assim aceito pela maioria dos membros da Fraternidade. É o primeiro dos símbolos apresentado ao Iniciado, e continua sendo mostrado a ele com várias modificações através de seu progresso na vida maçônica.

Representa como é aceito, “Conhecimento, Verdade ou Sabedoria”. Contem dentro de si uma alusão muito mais difícil de compreender dentro da essência da Maçonaria Especulativa, e abraça, dentro dela, o significado de todos os outros símbolos contidos na Ordem.


Maçons são enfaticamente chamados de “Filhos da Luz” porque estão, ou deveriam estar, na posse do verdadeiro significado do símbolo; enquanto os não-iniciados estão, pela analogia da expressão, na “Escuridão”.


Em todas as antigas religiões e em todos os “antigos mistérios”, a reverencia para a LUZ, como uma emblemática representação do ETERNO PRINCÍPIO DO BEM, é predominante.


Isto foi verdade no Hebraísmo e Judaísmo, e é verdade no Cristianismo; isto é verdade do começo ao fim do Ritual da Maçonaria. no sentido mais predominante.


A maior LUZ da Maçonaria é a Palavra de Deus; maçons são empenhados em solicitar dessa fonte de verdadeira luz e dos princípios da Ordem e crescer avançando na LUZ.


A fonte original de toda verdadeira LUZ MAÇONICA é Deus; somente os homens que caminham nessa luz podem evitar a “escuridão”; somente esses homens são ditos “Filhos da Luz””.


Concluo este artigo homenageando o irmão Alfério de Giaimo Neto, pela sua denodada persistência em pesquisar, registrando a pílula maçônica número 85, “Caráter Social da Maçonaria”. 


“Neste artigo, vou transmitir para todos aquilo que o Irmão Mestre Albert Gallatin Mackey afirma na sua “Encyclopédia of Freemasonry – vol 2”: Albert Gallatin Mackey, americano, um dos maiores historiadores maçônicos. Grande pesquisador da Ritualística e da simbologia maçônica. Nasceu em Charleston, Carolina do Sul, em 12 de março de 1807, falecendo em 1881.


A Francomaçonaria atrai nossa atenção como uma grande Instituição Social.


Deixando de lado, dentro da Loja, as distinções de posição e riqueza que são, contudo, necessárias no mundo para o progresso normal da sociedade profana, os seus membros reúnem-se em suas Lojas tendo em comum um nível de fraternidade e igualdade.


Somente as virtudes e os talentos constituem títulos e merecem preeminência, sendo o grande objetivo de todos o esforço para poder trabalhar melhor e colaborar ao máximo com todos.
A forte amizade e a afeição fraternal são incultadas ativamente e são assiduamente cultivadas com vínculo místico, distingue de maneira peculiar a sociedade ali formada.


Finalizando a Pílula Maçônica número 85, o autor usa a seguinte frase: “E é por isso Washington declarou que o benevolente propósito da Instituição Maçônica é de alargar a esfera da felicidade social e de promover a felicidade da raça humana”.


Parabéns ao irmão Alfério de Giaimo Neto pelo seu interesse e dedicação às pesquisas maçônicas.



Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, membro da AGI, delegado de polícia aposentado, professor e maçom do Grande Oriente do Brasil - barbosanunes@terra.com.br

quarta-feira, 6 de julho de 2016

LOJA 3 DE MAIO DE MARTINÓPOLIS EM SESSÃO DE HOMENAGEM


O Assessor Especial do GOB, Egisto Rigoli, representando a instituição, participou da sessão magna de entrega de comendas do Grande Oriente do Brasil, no dia 6 de abril, na Grande Benemérita da Ordem, "3 de maio" nº 1.228, na cidade de Martinópolis, São Paulo.

Foram entregues 13 comendas para os seguintes irmãos: Benemérito da Ordem para Eiji Yamamoto, Takaki Kawamoto, Jesus Martin, Irineu Camillo. Grande Benemérito da Ordem para Alvaro de Oliveira, Angelo Dare, Dimas Caliani, Decio Viaccava. Estrela da Distinção Maçônica para Odair Contini, Antônio Sergio Coimbra, Enio dali Fabbro. Cruz da Perfeição maçônica para Joaquim Reis e Cleidir Macedo. O Venerável Mestre irmão Leonardo Poloni Sanches foi condecorado com a Medalha da AMA (Associação Masonica de Artes).

Autoridades presentes, Egisto Rigoli, Assessor de Gabinete do Grão-Mestre Geral, representando os irmãos, Soberano Marcos Jose da Silva o Sapientíssimo Grão-Mestre Adjunto Eurípedes Barbosa Nunes, Deputado Federal Nelson Senteio Junior, Deputados Estaduais Faraj Hussein Zeneddine e Amauri G. Faxinasso, Coordenador Distrital Allison R Assis, Veneráveis Mestres das Lojas "Fraternidade de Paraguaçu", Jose A. S. D Antones e "Renascençã de Quatá", Jose Roberto Escala, Past Masters, Mestres, Companheiros e Aprendizes. Acompanhantes do irmão Egisto Rigoli, Fernando Matos e Rogerio Antoine Terzian.